Você já se perguntou quais são os carros mais roubados em SP e por que alguns modelos viram alvo constante? Se liga: entre janeiro e outubro de 2024 (dados de 2025 ainda não foram divulgados), foram registrados 55.844 roubos e furtos de carros de passeio na Região Metropolitana de São Paulo, segundo levantamento cruzado da Ituran com a SSP-SP. Isso representa uma queda de 17% em relação ao mesmo período de 2023 — ainda que alguns modelos tenham aumentado sua participação nas estatísticas.
O ranking: quais modelos mais aparecem nas ocorrências
A lista a seguir mostra os modelos que mais registraram casos em 2024 (janeiro a outubro), junto com a comparação com 2023. Vou destacar os números para facilitar a leitura:
- 1º) Hyundai HB20 — 2.374 roubos e furtos (2024) vs 2.515 (2023) — variação: -6%
- 2º) Volkswagen Gol — 2.335 vs 3.055 — variação: -25%
- 3º) Chevrolet Corsa — 2.221 vs 2.508 — variação: -11%
- 4º) Chevrolet Onix — 1.962 vs 2.864 — variação: -31%
- 5º) Fiat Uno — 1.852 vs 2.875 — variação: -36%
- 6º) Ford Ka — 1.665 vs 2.328 — variação: -28%
- 7º) Fiat Argo — 1.400 vs 1.973 — variação: -29%
- 8º) Volkswagen Fox — 1.125 vs 1.595 — variação: -29%
- 9º) Fiat Strada — 1.085 vs 842 — variação: +29%
- 10º) Fiat Mobi — 993 vs 904 — variação: +10%
Percebeu algo em comum? Muitos modelos são hatches ou picapes compactas populares no mercado de usados, o que facilita o comércio de peças e o desmanche. No entanto, cada caso tem características próprias — e é aí que as variações fazem sentido.
Por que alguns modelos são mais visados?
Existem várias razões que tornam um carro atraente para criminosos. Vamos destrinchar as principais:
- Popularidade e estoque de peças: quanto mais veículos do mesmo modelo circulam, maior a demanda por peças no mercado paralelo.
- Facilidade de desmanche: alguns modelos têm peças intercambiáveis e estrutura que torna o desmonte mais rápido e lucrativo.
- Idade do veículo: a Ituran apontou que o Hyundai HB20 tem sido mais roubado quando tem entre 2 e 5 anos. Para essa faixa etária houve crescimento de 33% nas ocorrências em 2024 — já os carros com até dois anos registraram queda de 21%.
- Mercado de usados: carros mais baratos e fáceis de revender são opções para prática criminosa.
Exceções: modelos em alta
Nem tudo caiu entre 2023 e 2024. A Fiat Strada teve alta de 29% e a Fiat Mobi subiu 10%. Ou seja: mesmo num ano de queda geral, alguns veículos viraram alvo crescente — o que pode dever-se a novas rotas de desmanche, cadastro de peças ou mudança no mercado local.

Onde acontecem mais roubos?
Não é surpresa que a Região Metropolitana de São Paulo concentre a maior parte dos casos: ela respondeu por 75% de todos os roubos e furtos do estado no período analisado. A capital, sozinha, teve 29.328 ocorrências em 2024 — uma queda de 14% ante 2023, quando registrou 34.157 casos.
Outros municípios da Grande São Paulo também mostraram redução, como:
- São Bernardo do Campo: -28%;
- Santo André: -23%;
- Guarulhos: -10%.
Mas há pontos de atenção local: por exemplo, as ocorrências envolvendo a Fiat Mobi no ABC Paulista cresceram 132%. Ou seja: tendências gerais não substituem a realidade de cada bairro.
O que isso significa para quem tem carro?
Primeiro: a boa notícia é a queda geral — isso mostra algum avanço no combate ao crime ou na prevenção. Ainda assim, não dá para relaxar. Se o seu carro está na lista (ou é similar aos modelos citados), vale adotar medidas práticas para reduzir risco e prejuízo.
Dicas práticas para reduzir riscos
- Estacione em locais bem iluminados e movimentados sempre que possível. Risco cai muito com visibilidade.
- Instale rastreador e bloqueador: a telemetria e rastreamento aumentam a chance de recuperação. Dispositivos homologados fazem diferença.
- Use travas físicas (ex.: trava volante) como barreira simples e visível — muitas vezes o bandido escolhe alvos de oportunidade.
- Não deixe documentos e chaves sobressalentes no interior do veículo.
- Ative alarmes e sistemas de imobilização, e mantenha a manutenção elétrica em dia para evitar falhas.
- Registre número do chassi e placas e mantenha fotos atualizadas do veículo — isso acelera boletim de ocorrência e ações de recuperação.
- Cuidado ao comprar usado: verifique procedência e proceda checagem do histórico antes de fechar negócio.
Seguro e recuperação: por que vale a pena

Ter um seguro não impede o roubo, mas reduz o impacto financeiro e, em muitos casos, aumenta a chance de recuperação do veículo quando inclui serviços de rastreamento e acionamento imediato. Por isso, é importante comparar coberturas, franquias e assistências oferecidas.
Se você ainda não tem seguro ou quer revisar a apólice, faça uma cotação online e veja opções que combinem cobertura para roubo, furto e assistência 24h. Quer facilitar isso agora? Faça uma cotação rápida com a Neon Seguros e veja opções de proteção para o seu carro.
Exemplos práticos: o que muda ao adotar medidas simples
Para deixar a conversa menos teórica, aqui vão dois cenários rápidos:
- Cenário A — sem proteção: carro estacionado à noite em rua pouco iluminada, sem trava física, sem rastreador. Chance de ser levado como alvo de oportunidade é maior, recuperação baixa e prejuízo elevado.
- Cenário B — com proteção: mesmo carro estacionado em área movimentada, com rastreador ativo, trava física e documento guardado em casa. Nesse caso, o criminoso tende a tentar outro alvo; se ocorrer o pior, as chances de recuperação e acionamento do seguro são muito maiores.
Conclusão: fique atento, mas sem pânico
Os números mostram uma tendência positiva — menos roubos e furtos em 2024 — mas também deixam claro que a atenção precisa ser constante. Modelos populares e com certa faixa etária continuam no radar dos criminosos, e variações locais podem alterar o risco de forma significativa.
O melhor caminho é combinar prevenção (hábitos e segurança física), tecnologia (rastreamento e bloqueio) e proteção financeira (seguro adequado). Quer facilidade para começar a proteger seu carro? Faça uma simulação com a Neon Seguros e descubra coberturas que cabem no seu bolso.


