O que realmente aconteceu em 2025
Se você gosta de acompanhar o mercado automotivo, 2025 foi um ano que trouxe contrastes fortes: a picape leve que já conhecemos seguiu firme no topo, enquanto alguns campeões históricos perderam tração. Em termos práticos, isso significa que o consumidor está mudando comportamento — e as montadoras também. Vamos destrinchar o ranking e entender os motivos por trás das principais variações.
Os números que não dá pra ignorar
- A liderança ficou com a Fiat Strada: 142.903 unidades vendidas em 2025, com variação de -1,2% frente a 2024.
- O VW Polo manteve a segunda posição com 122.677 unidades, mas caiu -12,5%.
- O Chevrolet Onix, antes um fenômeno, despencou: 79.895 unidades e variação de -18,1%.
- O SUV mais vendido foi o VW T‑Cross: 92.842 unidades, alta de 10,5%.
- Destaque de crescimento: Toyota Corolla Cross subiu 24,9% para 59.678 unidades.
Principais vencedores e perdedores
Vencedores
- Fiat Strada — estabilidade em cima de uma demanda forte por veículos utilitários leves e frotistas (142.903).
- VW T‑Cross e Saveiro — T‑Cross consolidou-se como líder entre SUVs, enquanto a Saveiro cresceu por atender frotas e trabalhadores rurais (92.842 e 67.753, respectivamente).
- Jeep Compass e Toyota Corolla Cross — ambos com crescimento expressivo, apontando para preferência por SUVs e crossovers bem posicionados em custo-benefício.
- Marcas chinesas como BYD e Caoa Chery — ganhando espaço com portfólios balanceados, mesmo sem modelos dominando o Top 20.
Perdedores
- Trio da GM (Onix, Onix Plus e Tracker) — quedas acentuadas que explicam a retração da marca no ano.
- VW Polo e Nivus — apesar da marca crescer como um todo, modelos tradicionais perderam clientes.
- Jeep Renegade — sofreu fadiga de produto e caiu fora do Top 20 com queda de 16,9%.
O que os números nos contam — análise por tema
1) Portfólio equilibrado x dependência de um modelo
Um dos pontos mais interessantes de 2025 foi a diferença entre marcas que dependem de poucos carros e aquelas com portfólios diversificados. Algumas fabricantes ainda contam com um modelo que concentra grande parte das vendas — e isso é um risco quando esse modelo perde apelo. Em contraste, empresas com vendas diluídas entre vários modelos (como aconteceu com a BYD) resistem melhor a oscilações.
2) SUVs continuam mandando no mercado
O crescimento do T‑Cross e do Corolla Cross confirma uma tendência já percebida: a preferência por SUVs e crossovers segue forte. Esses modelos atraem tanto famílias quanto motoristas que priorizam posição de dirigir, espaço interno e percepção de segurança.
3) Frotas e uso comercial puxando vendas
Picapes leves e veículos utilitários, como a Strada e a Saveiro, continuam com performance sólida graças à demanda de frotas e ao uso profissional. Isso explica por que uma picape com projeto mais antigo ainda lidera: é confiável, econômica e atende necessidades específicas do trabalho.
4) Atualizações nem sempre resolvem
Algumas marcas atualizaram designs e conteúdos dos modelos, porém as mudanças foram pequenas e não evitaram a queda de vendas. Às vezes, uma atualização leve não é suficiente para recuperar interesse, especialmente se concorrentes lançam novidades mais atrativas.
Olha os dados: os 20 mais vendidos (pontos de atenção)
Veja alguns destaques práticos do Top 20 que ajudam a entender o mercado:
- Fiat Argo subiu e entrou forte no Top 5 com 102.639 unidades (variação positiva de 12,6%).
- Hyundai HB20 teve queda significativa: 85.035 (-12,4%).
- Creta e Mobi cresceram, mostrando que há espaço para hatchs e SUVs compactos com boa relação custo-benefício.
- Nivus fechou o Top 20 em 48.763 (-12,8), dando indício de que lançamentos próximos podem canibalizar modelos anteriores dentro da mesma marca.
Exemplos práticos — se eu fosse comprar um carro em 2026, o que eu faria?
Bom, aqui vai um roteiro prático, como se eu estivesse te aconselhando pessoalmente:
- Defina uso: cidade, estrada, trabalho, família. SUVs são versáteis, mas têm custo. Picapes servem bem quem precisa transportar carga.
- Considere disponibilidade de peças e rede de assistência: modelos que caem muito em vendas podem ter oferta menor de seminovos e preços de revenda em movimento.
- Pesquise saldo entre preço de compra e custo de manutenção — às vezes um modelo que caiu tem bom desconto e ainda representa boa compra, dependendo do histórico de confiabilidade.
- Antes de fechar, compare seguro e custos de proteção: uma cotação pode evitar surpresas no orçamento mensal — vale fazer uma cotação rápida e ver como isso impacta o total.
Por que as quedas da GM chamam atenção?
Quando vários modelos de uma mesma marca caem ao mesmo tempo, isso costuma sinalizar problemas estratégicos maiores: posicionamento de preços, percepção de valor, ou, em alguns casos, questões técnicas que afetam a confiança do consumidor. Em 2025, a retração da GM foi influenciada por quedas em modelos que antes eram líderes — um sinal claro de que atualizar ou reposicionar produto exige mais que pequenas alterações estéticas.
O papel das marcas chinesas — ameaça ou diversificação?
As chinesas cresceram sem dominar o Top 20 com um único modelo, o que mostra uma estratégia de diversificação de portfólio. Isso pode ser vantajoso: enquanto outras marcas dependem de poucos carros, essa abordagem permite capturar demanda em vários segmentos ao mesmo tempo. Para o consumidor, isso significa mais opções e competitividade em preço e equipamentos.
Conclusão e dicas finais
2025 foi um ano de mudanças claras: a liderança por modelo ainda existe, mas a dinâmica entre segmentos — SUVs, picapes, hatchs — mostra que preferências evoluem rápido. Se você pensa em comprar neste momento, siga estes passos simples:
- Liste prioridades (custo, consumo, espaço).
- Pesquise histórico de vendas e desvalorização do modelo escolhido.
- Compare ofertas de proteção veicular e seguro antes de assinar o contrato — uma cotação te dá segurança para decidir com tranquilidade.


