Introdução: o retorno de uma lenda com pegada moderna
Você lembra do clima dos esportivos clássicos: capô longo, linha baixa e aquela promessa de direção prazerosa? Pois é exatamente isso que o novo Fairlady Z entrega, mas com tecnologia atual e uma dose generosa de potência.
Se antes a série Z era sinônimo de simplicidade e prazer, a sétima geração mantém essa essência e adiciona um motor que faz qualquer entusiasta prestar atenção.
O coração do Z: mais músculo sem perder a alma

Vamos direto ao ponto: o Z chega com um V6 3.0 biturbo que produz 405 cv e 48,4 kgfm de torque. Isso não é apenas um salto em relação à geração anterior; é uma declaração de intenções.
A configuração do motor é compacta, o torque aparece cedo (entre 1.600 e 4.400 rpm) e a resposta é muito mais vigorosa que a de um aspirado tradicional.
Manual ou automático? Os dois jeitos têm charme
O carro oferece opções de transmissão que agradam tanto quem curte trocar marchas quanto quem busca eficiência em tempos modernos.
A versão com câmbio manual de 6 marchas é uma escolha óbvia para puristas; já o câmbio automático de 9 marchas mostrou-se mais rápido nas medições de arrancada: oficialmente, o Z faz 0 a 100 km/h em 4,3 segundos com o automático — e 4,5 segundos com o manual.
Direção e comportamento: tração traseira que respeita a tradição
Uma das regras não escritas da série Z sempre foi a tração traseira — e o novo modelo segue à risca. Isso garante aquele prazer clássico de guiar um esportivo: a chance de sentir a traseira trabalhar, a progressividade do limite e a sensação de controle que pilota e carro constroem juntos.
Além disso, o modelo conta com diferencial traseiro com deslizamento limitado (LSD) e uma direção elétrica com resposta direta. Resultado? Entrada de curva precisa, retomadas fortes e uma condução que é ao mesmo tempo precisa e divertida — sem sacrificar todo o conforto necessário para rodar no dia a dia.
Design: retrô com sotaque moderno

Se você ama referências, vai perceber hem? O capô longilíneo, a tomada de ar frontal e as lanternas que lembram o clássico de 1969 estão lá, reinterpretadas com linhas contemporâneas. Não é um exercício de nostalgia gratuito: o design usa elementos históricos para criar identidade, sem deixar o carro parecer datado.
- Frente: capô longo e entradas de ar quadradas;
- Laterais: proporções esportivas e janelas com “olhar” retrô;
- Traseira: lanternas horizontais integradas por elemento escuro e saídas de escape que sugerem desempenho.
Interior: clássico por fora, maduro por dentro
A cabine combina o melhor dos dois mundos. Há o charme dos três mostradores analógicos no topo do console central — um aceno direto ao passado — e, ao mesmo tempo, um painel digital de 12,3″ que traz informações modernas e configuráveis. Os bancos têm boa contenção lateral e a posição de dirigir é baixa, como um verdadeiro esportivo deve ter.
Dimensões, capacidade e praticidade
Não espere milagres no espaço interno: o Z assume sua vocação esportiva. Confira os números principais que dizem muito sobre sua proposta:
- Comprimento: 438 cm
- Largura: 184,5 cm
- Altura: 131,5 cm
- Entre-eixos: 255 cm
- Peso: 1.647 kg
- Porta-malas: 241 litros
- Tanque: 62 litros
É um carro pensado para quem prioriza prazer de dirigir e estilo. O espaço de porta-malas é honesto para a categoria, mas quem busca família grande ou viagens com muita bagagem talvez precise de opções mais versáteis.
Desempenho na prática: como ele se comporta na pista

Em pistas de teste com espaço para acelerar, o motor demonstra personalidade: resposta rápida, picos de torque que empurram com vontade e um ronco que é satisfatório, principalmente em modos mais agressivos. A transmissão automática de 9 marchas se mostrou eficiente e até mais veloz nas arrancadas, mas o manual conserva aquele envolvimento visceral que muitos fãs procuram.
Nas curvas, a combinação de chassi rígido, suspensão bem calibrada e diferencial com LSD permite limites altos com previsibilidade. A leve perda de tração ao abrir corpo parece ser uma parte pensada do show — controlável e, quando bem dosada, extremamente divertida.
Consumo e uso diário
Claro que um motor com mais de 400 cv não é sinônimo de economia. Em rotações moderadas e uso urbano, as tecnologias embarcadas ajudam a manter consumos razoáveis para a proposta, mas a média depende muito do pé do motorista. Se você passear com calma, resultado será melhor; se buscar emoção, prepare-se para ver os números subirem.
Preço e posicionamento: surpreendentemente competitivo
No mercado japonês, o Z chegou com preço atrativo frente a outros esportivos da mesma categoria: parte de aproximadamente 5.497.800 ienes, o que foi visto como um posicionamento agressivo considerando o que entrega em termos de motor e equipamento. Isso reforça a ideia de que a Nissan quer manter a tradição da série Z: carros bonitos, prazerosos e que ofereçam valor.
Quem deve considerar comprar um Z?
Se você se identifica com algum destes perfis, o Z merece atenção:
- Entusiastas que valorizam conjunto motor/câmbio com envolvimento;
- Pessoas que querem um esportivo com design icônico, sem ser excessivamente caro (na relação Japão-produtividade);
- Aqueles que preferem a sensação da tração traseira e diferencial com LSD;
- Quem busca um carro para pista eventual e uso diário com personalidade.
Comparações: por que o Z se destaca frente aos hot-hatches e compactos esportivos
O Z não é um hatch acelerado: ele é um cupê esportivo com motor frontal e tração traseira, o que muda completamente a experiência. Enquanto muitos compactos esportivos priorizam agilidade e pacotes aerodinâmicos que exploram tração dianteira ou AWD, o Z aposta na experiência de condução pura, torque generoso e entrega linear de potência. É uma proposta complementar — para quem quer algo mais clássico e envolvente.
Ficha técnica
- Motor: dianteiro longitudinal, 6 cilindros em V, 24V, 2.997 cm³
- Potência: 405 cv a 6.000 rpm
- Torque: 48,4 kgfm entre 1.600 e 4.400 rpm
- Câmbio: automático 9 marchas (opção manual 6 marchas)
- Tração: traseira
- Suspensão: duplo A (dianteira) e multibraços (traseira)
- Freios: discos ventilados nas quatro rodas
- Pneus: 255/40 R18
- Desempenho: 0–100 km/h em 4,3 s; velocidade máxima 249 km/h
Vale a pena? Conclusão e meu veredito
O novo Fairlady Z é um carro que honra sua linhagem e, ao mesmo tempo, entrega o que o público moderno espera: desempenho, tecnologia e estilo. Ele encontra um ponto interessante entre nostalgia e eficiência contemporânea, com motor potente, comportamento dinâmico e um preço que surpreendeu no lançamento japonês.
Se você é do time que valoriza dirigir por prazer e quer algo que se destaque sem ser um exagero de luxo, o Z é uma opção que merece ser testada. E se a ideia é proteger seu esportivo com uma apólice alinhada ao seu perfil, vale considerar uma cotação especializada — por exemplo, dá para solicitar uma proposta rápida na Neon Seguros e ver opções pensadas para carros esportivos.
Um fim de semana ideal com o Z
Imagine: sexta-feira à noite você pega o Z, um trajeto sinuoso fora da cidade no sábado cedo para aproveitar as curvas e, no domingo, um retorno tranquilo pela estrada — o carro entrega o prazer de guiar quando você quer e conforto quando precisa. A versatilidade é parte do charme, mesmo que o Z não seja o mais prático para levar a família grande.
Resumo do lançamento
- Prós: motor potente, tração traseira, design icônico, preço competitivo no lançamento japonês.
- Contras: espaço traseiro limitado, consumo dependendo do uso, chegada ao mercado global pode ser restrita.
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