Por que esse assunto importa (e por que você deveria ler até o fim)
Você já parou para pensar que uma decisão aparentemente simples — escolher e instalar a cadeirinha do seu filho — pode definir como ele vai sair de um acidente? Pois é. O Latin NCAP atualizou um ranking que avaliou 42 modelos de cadeirinhas disponíveis na América Latina e no Caribe. Surpresa: apenas quatro alcançaram a **nota máxima de cinco estrelas**. Isso diz muito sobre variação de desempenho e, principalmente, sobre como escolher bem pode salvar vidas.
O que o Latin NCAP avaliou (de forma prática)
Antes de falar em marcas ou modelos, é importante entender os testes. O organismo testou cadeirinhas com critérios bem rígidos:
- Impacto frontal a 64 km/h;
- Impacto lateral contra porta traseira a 50 km/h;
- Avaliação da facilidade de instalação na cabine — porque uma boa cadeirinha mal instalada perde performance.
Além disso, o estudo observou que várias cadeirinhas permitem ser usadas no sentido contrário ao movimento mesmo depois da fase de bebê — e essa instalação traz proteção adicional para a cabeça, pescoço e coluna da criança.
Seis formas de instalação: entenda o que cada uma significa
Escolher uma cadeirinha também é escolher um sistema de fixação. Aqui estão as formas mais comuns, explicadas de forma clara:
- Isofix: ganchos metálicos presos à carroceria do veículo que fixam a cadeirinha de forma rígida, reduzindo folgas e o risco de instalação incorreta.
- Isofix + Base: a base fica instalada no carro; você encaixa e retira a cadeirinha com um clique — prático e costuma reduzir erros de instalação.
- Cinto de segurança: a cadeirinha é presa apenas pelo cinto do veículo. Exige atenção extra na passagem correta do cinto pelas guias da cadeirinha.
- Isofix + Base + Ancoragem superior + Cinto de segurança: fixação em quatro pontos — é a configuração mais robusta, com controle de rotação por meio do Top Tether (ancoragem superior).
- Isofix + Cinto + Ancoragem superior: dispensa a base removível, mas mantém fixação múltipla para melhor performance.
- Cinto de segurança + Latch: em vez de conectores rígidos, usa ganchos com tiras flexíveis que se prendem aos pontos de ancoragem entre o assento e o encosto. O cinto do carro complementa o sistema.
O que os resultados (sem citar marcas) nos ensinam
Dois pontos principais aparecem ao analisar o ranking:
- Nem só de Isofix vive a segurança: alguns modelos com boa performance dependem apenas do cinto de segurança — quando projetados corretamente e instalados com cuidado, eles também alcançam alto nível de proteção.
- Instalação e orientação (rear-facing vs. forward-facing) fazem muita diferença. Cadeirinhas que permitem manter a criança de costas por mais tempo tendem a proteger melhor em impactos frontais.
Como escolher a cadeirinha ideal para cada fase

Idade, peso e altura importam — e muito. Abaixo, um guia prático por fases, com exemplos de uso no dia a dia.
1) Recém-nascido / Bebê (0 a ~2 anos)
- Priorize modelos que permitam o uso rear-facing o máximo de tempo possível — a postura de costas protege cabeça, pescoço e coluna.
- Se possível, escolha uma versão com base para facilitar o encaixe e reduzir erros de instalação.
- Peça ajuda na primeira instalação e faça o teste do aperto do cinto: a almofada deve ficar justa, sem folgas.
2) Criança pequena / Toddler (~1,5 a 4 anos)
- Mantenha o uso rear-facing enquanto a cadeirinha permitir, idealmente até o limite máximo do fabricante para essa posição.
- Considere modelos com sistema de ancoragem superior (Top Tether) para reduzir a rotação em colisões.
3) Criança maior / Uso de assento de elevação (booster)
- Quando a criança já ultrapassa os limites de peso/altura do assento com arnês, passe para um booster que alinhe o cinto de três pontos corretamente sobre ombro e quadril.
- Nunca use cinturão de apenas um ponto ou coloque o cinto por trás do braço — isso reduz drasticamente a proteção.
Erros de instalação mais comuns (e como evitá-los)
- Passagem incorreta do cinto pelas guias da cadeirinha — sempre revise o manual e, se necessário, peça a verificação em loja especializada.
- Cadeirinha solta: a base ou o assento não podem se mover mais que ~2 cm lateralmente — teste puxando pela parte inferior.
- Uso de almofadas ou cobertores entre o corpo da criança e o arnês — isso altera a forma de retenção. Ajuste o arnês diretamente sobre o corpo e aperte até ficar firme.
- Trocar para forward-facing cedo demais — segurar a ansiedade do pequeno pode ser difícil, mas a segurança vem primeiro.
Dicas práticas na hora da compra
- Verifique se o produto tem instruções claras em português e se o fabricante indica limites de **peso** e **altura**; prefira modelos com folga de uso para o crescimento.
- Peça demonstração de instalação no seu veículo — modelos diferentes têm compatibilidades distintas.
- Considere adquirir uma cadeirinha com múltiplas opções de fixação (Isofix e cinto), isso amplia sua flexibilidade de uso em diferentes carros.
- Evite comprar de segunda mão se não tiver certeza do histórico da peça (acidentes, peças quebradas, data de fabricação). Pneus velhos têm data de validade; cadeirinhas também têm prazo de uso recomendado pelo fabricante.
Checklist rápido antes de pegar a estrada
- O arnês está ajustado corretamente? (A altura do arnês deve estar ao nível ou abaixo dos ombros em rear-facing; ao nível ou acima em forward-facing.)
- A cadeirinha está firmemente presa ao banco, sem movimento excessivo?
- O cinto de três pontos passa sobre o ombro e o quadril da criança, não no pescoço ou abdome?
- Os parafusos, ancoragens e conectores estão íntegros e sem sinais de dano?
Exemplos práticos: escolha para três situações comuns
- Uso urbano com trocas de carro: prefira uma cadeirinha prática, com base removível ou instalação simples por cinto, desde que bem testada e instalada.
- Viagem longa: invista em um modelo com boa absorção de impacto e ajuste de reclínio — conforto conta para evitar que a criança durma com a cabeça projetada para frente.
- Carro de família com Isofix disponível: aproveite a fixação rígida do Isofix para reduzir erros, principalmente se a cadeirinha tiver base com indicador de encaixe.
Conclusão: o que realmente importa
Não há fórmula mágica com um único item: segurança é combinação de um bom produto, instalação correta e uso adequado conforme idade/altura/peso. Como o Latin NCAP mostrou, poucos modelos atingem a nota máxima — então pesquisar, testar e seguir as instruções do fabricante faz toda a diferença.
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Perguntas frequentes
- Quando virar a cadeirinha para frente? O ideal é manter a criança de costas pelo maior tempo possível, até o limite recomendado pelo fabricante.
- Isofix é sempre melhor? É uma instalação mais rígida e reduz erro humano, mas modelos bem projetados com cinto também podem ter excelente desempenho.
- Posso usar uma cadeirinha de outra marca no meu carro? Sim, desde que compatível; sempre teste a instalação e siga o manual.


