O seguro moto ainda está longe da realidade da maioria dos motociclistas brasileiros. Mesmo com o aumento dos roubos, do uso profissional das motos e do custo cada vez maior para substituir um veículo, milhões de pessoas continuam rodando sem qualquer proteção.
E o motivo vai muito além do preço.
Durante anos, muitos motociclistas cresceram ouvindo que seguro para moto “não compensa”, que determinadas motos “nem aceitam seguro” ou que o valor da proteção seria impossível de pagar. O problema é que, enquanto isso, o número de furtos, acidentes e prejuízos envolvendo motos continuou aumentando em várias cidades do país.
Ao mesmo tempo, 2026 começou a mostrar uma mudança importante nesse mercado. Novas modalidades de cobertura, crescimento das motos de aplicativo e o alto custo para substituir uma moto roubada fizeram muita gente repensar se realmente vale a pena continuar sem proteção.
Por que poucas motos têm seguro no Brasil?

O principal motivo ainda é o preço.
Durante muitos anos, o seguro moto ficou conhecido pelos valores altos em comparação ao próprio valor da motocicleta, principalmente em modelos populares e muito visados para roubo.
Em alguns casos, o motociclista recebia uma cotação tão alta que simplesmente desistia da contratação.
Isso aconteceu porque as seguradoras sempre enxergaram as motos como veículos de maior risco. O índice de acidentes costuma ser maior, os roubos acontecem com frequência em muitas cidades e várias motocicletas possuem peças com grande procura no mercado ilegal.
Além disso, boa parte dos motociclistas utiliza a moto diariamente para trabalho, entregas ou deslocamentos longos, aumentando ainda mais a exposição ao risco.
Muitas motos tinham dificuldade de aprovação
Outro ponto que afastou muita gente do seguro foi a dificuldade de aceitação.
Durante anos, alguns modelos praticamente não conseguiam aprovação em determinadas seguradoras, principalmente motos utilizadas para delivery ou em regiões com alto índice de furto.
Isso criou uma cultura onde muitos motociclistas passaram a acreditar que seguro moto simplesmente “não vale a pena”.
O problema é que o cenário começou a mudar nos últimos anos.
Hoje, perder uma moto roubada ou sofrer um acidente pode gerar um prejuízo muito maior do que antigamente, principalmente por conta do aumento do valor das motos, peças e manutenção.
O seguro moto ainda é caro em 2026?

Depende bastante do perfil da moto, da cidade e do tipo de cobertura escolhida.
Mas uma coisa mudou nos últimos anos: o mercado começou a criar opções mais flexíveis para motociclistas.
Hoje já existem planos mais enxutos, coberturas focadas em perda total, proteção com rastreador e modalidades mais acessíveis para quem utiliza a moto diariamente.
Mesmo assim, algumas motocicletas continuam apresentando valores mais altos, principalmente modelos esportivos ou motos com índice elevado de sinistros em determinadas regiões.
O CEP também influencia bastante no preço final.
Dependendo da cidade e da rotina do motociclista, o valor pode mudar muito entre uma seguradora e outra.
Novas modalidades começaram a reduzir custos
Em 2026, várias seguradoras passaram a desenvolver produtos mais específicos para motos, principalmente porque a procura por proteção cresceu bastante.
Isso ajudou a ampliar as possibilidades para quem antes simplesmente não conseguia contratar seguro ou encontrava valores muito acima da realidade.
Ao mesmo tempo, ficou mais claro para muitos motociclistas que substituir uma moto roubada ou arcar sozinho com determinados prejuízos ficou muito mais difícil financeiramente.
O que acontece quando a moto fica sem seguro?

Muitos motociclistas só percebem a importância da proteção depois que acontece algum problema.
E nem sempre estamos falando apenas de roubo.
Uma colisão, danos causados por terceiros, enchentes ou até acidentes mais simples já podem gerar gastos altos dependendo da situação.
Além disso, quem depende da moto diariamente enfrenta outro impacto importante: ficar sem mobilidade.
Para muita gente, a motocicleta não é apenas transporte. Ela faz parte da rotina de trabalho, estudo e renda diária.
Por isso, quando acontece algum imprevisto, o prejuízo acaba indo muito além do valor do conserto ou da perda do veículo.
O mercado de seguro moto mudou em 2026?
Sim — e essa mudança começou a ficar muito mais visível nos últimos meses.
Durante muito tempo, o seguro moto ficou praticamente limitado a alguns perfis específicos. Mas o crescimento das motos no Brasil fez o mercado começar a olhar esse público de outra forma.
Hoje existe uma procura muito maior por proteção, principalmente entre motociclistas que utilizam a moto diariamente e perceberam como qualquer imprevisto pode gerar um impacto financeiro pesado.
Motos de aplicativo mudaram o setor
O crescimento das entregas por aplicativo e o aumento das motos utilizadas profissionalmente fizeram as seguradoras começarem a adaptar melhor seus produtos.
Além disso, o crescimento das motos elétricas também começou a movimentar o setor.
Muitas empresas perceberam que o número de motos circulando continuará aumentando nos próximos anos, o que elevou o interesse em desenvolver soluções mais acessíveis e flexíveis.
Na prática, 2026 começou a mostrar que o seguro moto deixou de ser visto apenas como algo “para motos caras” e passou a entrar mais no planejamento de quem depende da moto no dia a dia.
Vale a pena fazer seguro moto hoje?
Isso depende bastante da rotina do motociclista, mas em muitos casos a resposta passou a ser sim.
O motivo é simples: o custo para resolver problemas sem proteção aumentou bastante nos últimos anos.
Hoje, além do valor da moto, muitos motociclistas também começaram a considerar o impacto de ficar sem transporte ou sem trabalhar durante semanas após um acidente, roubo ou problema mais grave.
Outro ponto importante é que o mercado deixou de oferecer apenas seguros completos e caros.
Em 2026, já existem opções mais básicas, focadas em necessidades específicas, permitindo que mais pessoas consigam contratar algum tipo de proteção sem precisar pagar valores tão altos.
Por isso, muita gente que antes descartava completamente a ideia do seguro moto começou a olhar o assunto de forma diferente.
Conclusão
Durante muitos anos, o seguro moto ficou cercado pela ideia de que era caro demais ou difícil de contratar. E isso ajudou a criar um cenário onde milhões de motociclistas brasileiros ainda circulam sem qualquer tipo de proteção.
Mas o mercado começou a mudar em 2026.
O aumento do valor das motos, o crescimento do uso profissional e os custos cada vez maiores para resolver imprevistos fizeram muita gente repensar se realmente vale a pena continuar sem cobertura.
Ao mesmo tempo, seguradoras começaram a criar opções mais flexíveis, tentando atender perfis que antes praticamente não tinham acesso ao seguro moto.
Hoje, a decisão deixou de envolver apenas “quanto custa o seguro” e passou a incluir outra pergunta importante: quanto custaria ficar sem ele?
Na Neon Seguros, você pode comparar opções de seguro moto e entender quais coberturas fazem mais sentido para o seu perfil, para a sua rotina e para o tipo de uso da sua motocicleta.
Perguntas Frequentes:
Depende bastante do modelo da moto, da cidade e do perfil do motociclista. Hoje já existem opções mais acessíveis e coberturas mais flexíveis do que alguns anos atrás.
Normalmente motos com menor índice de roubo, uso menos intenso e custo de manutenção mais baixo costumam apresentar seguros mais baratos.
Sim. Muitas apólices possuem cobertura contra roubo e furto, mas isso depende do plano contratado.
Sim, embora algumas seguradoras possuam regras específicas para motos utilizadas profissionalmente.
Em muitos casos, sim. Principalmente quando o proprietário depende da moto diariamente ou teria dificuldade para arcar sozinho com um prejuízo.