BYD Qin Plus: novo sedã é maior que o King e custa menos que um Kwid
A BYD apresentou uma nova geração do Qin Plus DM-i na China, um sedã híbrido plug-in que chama atenção por uma combinação pouco comum: ficou maior que o King vendido no Brasil, oferece até 220 km de autonomia elétrica no ciclo chinês e custa o equivalente a aproximadamente R$ 64 mil na versão de entrada.
O modelo chegou ao mercado chinês em 27 de outubro de 2026, com três configurações e uma proposta voltada a famílias e serviços de transporte. Apesar de ocupar uma posição mais acessível na linha da fabricante, o novo Qin Plus oferece dimensões generosas e um porta-malas de 570 litros.
Outro destaque está no conjunto mecânico. O sedã combina motor a combustão 1.5 com propulsor elétrico e pode alcançar até 2.290 km de autonomia combinada, segundo os números divulgados pela fabricante.
A novidade, porém, exige uma ressalva para os brasileiros: a BYD ainda não confirmou a chegada dessa nova geração ao país. Por enquanto, o modelo é uma novidade do mercado chinês, enquanto o King continua sendo a opção da marca nesse segmento no Brasil.
Novo BYD Qin Plus é maior que o King brasileiro
O crescimento é um dos pontos mais interessantes da nova geração. Mesmo sendo um sedã de posicionamento mais econômico dentro da linha da BYD, o Qin Plus agora apresenta dimensões superiores às do King comercializado no Brasil.
São 4,84 metros de comprimento, 1,90 metro de largura e 1,498 metro de altura. O entre-eixos chega a 2,80 metros, medida que favorece o espaço interno, especialmente para quem viaja no banco traseiro.
Para entender melhor a diferença, veja a comparação com o King brasileiro:
| Dimensão | Qin Plus DM-i | BYD King |
|---|---|---|
| Comprimento | 4.840 mm | 4.780 mm |
| Largura | 1.900 mm | 1.837 mm |
| Altura | 1.498 mm | 1.495 mm |
| Entre-eixos | 2.800 mm | 2.718 mm |
| Porta-malas | 570 litros | 450 litros |
A diferença mais expressiva aparece no espaço entre os eixos, com 82 mm adicionais para o novo Qin Plus. O porta-malas também ganha vantagem considerável: são 120 litros a mais em relação ao King.
Na prática, essas medidas podem fazer diferença para famílias que precisam de espaço para bagagens, carrinhos de bebê e outros objetos. Também tornam o modelo interessante para quem trabalha com transporte de passageiros.
O visual acompanha a proposta mais simples. A dianteira utiliza faróis estreitos, grade superior discreta e uma entrada de ar maior na parte inferior do para-choque. Na traseira, as lanternas interligadas reforçam a identidade visual da família Qin.
Como é o interior do novo sedã da BYD?
Por dentro, a BYD também adotou uma abordagem mais econômica, sem abandonar os recursos tecnológicos que se tornaram característicos de seus modelos.
O painel tem desenho minimalista e utiliza um volante de dois raios. A alavanca de câmbio fica posicionada atrás do volante, liberando espaço no console central.
A central multimídia pode ter 10,1 ou 12,8 polegadas, dependendo da configuração. O modelo também oferece painel de instrumentos digital, dois carregadores de celular por indução e comandos físicos no console.
A proposta é interessante porque prioriza espaço e funcionalidade. Em vez de apostar em acabamento sofisticado e equipamentos de luxo, o Qin Plus procura entregar uma cabine prática para o uso diário.
Nas versões superiores, o sedã também pode receber o sistema de assistência à condução God’s Eye B, com sensor LiDAR e recursos de condução assistida. Esse equipamento amplia o pacote tecnológico, mas não significa que o veículo dispense a atenção do motorista.

Motor híbrido do BYD Qin Plus promete até 220 km elétricos
O conjunto mecânico é outro destaque do lançamento. O novo Qin Plus DM-i utiliza a tecnologia híbrida plug-in da BYD, que combina um motor a combustão com um propulsor elétrico.
A configuração inclui:
- Motor 1.5 aspirado a gasolina de 101 cv;
- Motor elétrico dianteiro de 163 cv;
- Bateria Blade de 16,2 kWh ou 24,3 kWh;
- Tanque de combustível com capacidade para 65 litros;
- Câmbio integrado ao sistema híbrido.
A fabricante não divulgou a potência combinada dos dois motores. Portanto, não é correto simplesmente somar os 101 cv do propulsor a combustão aos 163 cv do elétrico.
Autonomia elétrica chega a 220 km
O Qin Plus será comercializado em três versões na China, com duas opções de bateria.
A configuração de entrada utiliza o pacote de 16,2 kWh e oferece até 140 km de autonomia elétrica pelo ciclo chinês CLTC. Já as duas versões superiores recebem bateria de 24,3 kWh, elevando o alcance para 220 km.
Confira as diferenças:
| Versão | Bateria | Autonomia elétrica CLTC |
|---|---|---|
| Leading | 16,2 kWh | 140 km |
| Superior | 24,3 kWh | 220 km |
| Excellence | 24,3 kWh | 220 km |
Com o tanque de 65 litros abastecido e a bateria carregada, a BYD anuncia autonomia combinada de até 2.290 km.
Outro número que chama atenção é o consumo de 2,58 litros a cada 100 km, equivalente a aproximadamente 38,8 km/l. Entretanto, esse resultado considera o ciclo NEDC e a bateria descarregada, não sendo uma referência direta para o consumo esperado no Brasil.
Também é importante lembrar que a autonomia elétrica de 220 km utiliza o padrão CLTC, adotado na China. Esse ciclo costuma apresentar resultados mais otimistas do que os obtidos em medições do Inmetro.
Segundo a fabricante, a recarga da bateria de 30% a 80% pode levar cerca de 20 minutos.
Quanto custa o novo BYD Qin Plus na China?
O preço é provavelmente o aspecto que mais chama atenção no lançamento. Mesmo com dimensões superiores às do King brasileiro, o Qin Plus começa em 79.900 yuans, valor equivalente a aproximadamente R$ 64.100 em conversão direta.
A linha possui três configurações:
| Versão | Preço na China | Conversão aproximada |
|---|---|---|
| Leading | 79.900 yuans | R$ 64.100 |
| Superior | 90.900 yuans | R$ 72.900 |
| Excellence | 100.900 yuans | R$ 80.900 |
Durante o lançamento, a BYD também anunciou um desconto promocional de 3.000 yuans por versão, reduzindo temporariamente os valores.
É importante não confundir esses números com possíveis preços brasileiros. A conversão direta não considera impostos de importação, custos logísticos, homologação, distribuição e outros encargos envolvidos na comercialização de um automóvel no Brasil.
Ainda assim, os valores mostram como a fabricante consegue posicionar um sedã híbrido de porte médio com preços bastante competitivos em seu mercado doméstico.
Por que um carro maior pode custar menos que o King?
O segredo está no posicionamento comercial e na proposta do veículo.
Embora seja maior, o Qin Plus utiliza uma configuração mais simples em alguns aspectos. O acabamento interno é menos elaborado, as rodas são menores e a lista de equipamentos varia conforme a versão.
A BYD também trabalha com uma estratégia de produção em grande escala na China, mercado no qual a concorrência entre fabricantes de veículos eletrificados é bastante acirrada.
Portanto, o preço mais baixo não significa necessariamente que o modelo seja superior em todos os aspectos. Ele oferece mais espaço e uma proposta eficiente, mas não deve ser comparado ao King apenas pelas dimensões.
BYD Qin Plus será vendido no Brasil?

Por enquanto, não existe confirmação oficial de que a nova geração do Qin Plus será comercializada no Brasil.
A história do modelo no país, entretanto, é curiosa. Em 2022, quando a BYD começava a expandir sua operação de automóveis no mercado brasileiro, a fabricante chegou a anunciar a intenção de vender o Qin Plus por aqui.
O projeto não avançou naquele momento. Dois anos depois, o King ocupou esse espaço na linha nacional da marca.
Em 2025, a BYD também registrou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o desenho de uma derivação da geração anterior do Qin Plus. Contudo, esse registro não representou uma confirmação de lançamento e não corresponde necessariamente ao modelo apresentado agora na China.
Enquanto isso, o King reestilizado já foi flagrado em testes no Brasil. A expectativa é que a atualização chegue ao mercado nacional em uma próxima etapa, mas a fabricante ainda não confirmou oficialmente a data de lançamento e as especificações definitivas.
A expectativa de uma renovação do King é mais concreta do que a possibilidade de chegada do novo Qin Plus. Por isso, quem pensa em comprar um sedã híbrido da BYD não deve considerar o lançamento chinês como uma novidade já garantida para o Brasil.
O novo Qin Plus seria uma boa opção para o Brasil?
O conjunto apresentado pela BYD tem características que poderiam funcionar muito bem no mercado brasileiro.
O espaço interno, o porta-malas de 570 litros e a possibilidade de rodar trajetos urbanos utilizando apenas eletricidade são pontos interessantes. Para famílias, motoristas de aplicativo e pessoas que percorrem muitos quilômetros, a combinação pode fazer sentido.
Entretanto, o preço chinês não pode ser utilizado como referência para estimar o valor de venda no Brasil. Além disso, seria necessário conhecer a configuração que a fabricante escolheria para o mercado nacional.
Outro ponto importante é a infraestrutura de recarga. Como se trata de um híbrido plug-in, o proprietário precisa ter acesso a uma tomada ou estação de carregamento para aproveitar melhor a autonomia elétrica.
Sem recargas frequentes, o veículo continua funcionando com seu sistema híbrido, mas o benefício de rodar longos trajetos utilizando somente eletricidade diminui.
Na minha avaliação, o Qin Plus tem potencial para ser um sedã bastante competitivo no Brasil, principalmente se mantiver a proposta de espaço e eficiência com preço acessível. Porém, ainda é cedo para tratá-lo como um possível substituto do King por aqui.
Para conhecer outra opção da fabricante que já está disponível no mercado brasileiro, vale conferir nossa análise sobre o BYD Atto 2: vale a pena comprar?.
Respostas rápidas sobre o novo sedã da BYD
Qual é o nome do novo sedã da BYD?
O modelo se chama Qin Plus DM-i e está em sua terceira geração.
O BYD Qin Plus é maior que o King?
Sim. Ele tem 4,84 metros de comprimento, 1,90 metro de largura e entre-eixos de 2,80 metros.
Quanto custa o novo Qin Plus?
A versão de entrada custa 79.900 yuans na China, aproximadamente R$ 64.100 em conversão direta.
Qual é a autonomia elétrica do Qin Plus?
São até 140 km na versão de entrada e 220 km nas configurações superiores, pelo ciclo chinês CLTC.
O novo sedã da BYD é elétrico ou híbrido?
É um híbrido plug-in (PHEV), que combina motor a gasolina, propulsor elétrico e bateria recarregável na tomada.
O BYD Qin Plus vem para o Brasil?
Até 3 de novembro de 2026, a fabricante não confirmou sua comercialização no mercado brasileiro.
FAQ: dúvidas sobre o BYD Qin Plus
Qual é a diferença entre BYD Qin Plus e BYD King?
O Qin Plus é maior que o King vendido no Brasil, principalmente na largura e no entre-eixos. Também possui porta-malas de 570 litros, contra 450 litros do King. Os dois utilizam tecnologia híbrida plug-in.
O BYD Qin Plus consegue rodar sem gasolina?
Sim. Por ser um híbrido plug-in, ele pode circular utilizando somente o motor elétrico enquanto houver carga suficiente na bateria. A autonomia anunciada chega a 220 km no ciclo CLTC.
O novo BYD faz 38 km/l?
A BYD anuncia consumo equivalente a aproximadamente 38,8 km/l com a bateria descarregada, segundo o ciclo chinês NEDC. Esse número não representa necessariamente o consumo em condições reais de utilização.
Qual é o tamanho do porta-malas do Qin Plus?
O novo sedã possui capacidade declarada de 570 litros, superando os 450 litros do King vendido no Brasil.
O Qin Plus é mais barato que o Renault Kwid?
Na China, seu preço inicial equivale a aproximadamente R$ 64.100 em conversão direta. Entretanto, isso não significa que custaria esse valor no Brasil, onde existem impostos e outros custos de comercialização.
Qual será o preço do Qin Plus no Brasil?
Ainda não existe preço brasileiro, pois a BYD não confirmou o lançamento do modelo no país.
Conclusão
O novo BYD Qin Plus mostra como a fabricante chinesa continua avançando na disputa por espaço no mercado de sedãs eletrificados. Com carroceria maior que a do King, porta-malas de 570 litros e até 220 km de autonomia elétrica anunciada, o modelo reúne características interessantes para quem procura espaço e economia.
O preço equivalente a R$ 64 mil também impressiona, mas é importante lembrar que esse valor se refere ao mercado chinês e não representa uma previsão de comercialização no Brasil.
Por enquanto, o consumidor brasileiro precisa acompanhar os próximos passos da marca e as atualizações previstas para o King. Enquanto isso, vale conhecer outros modelos eletrificados e entender as diferenças entre suas tecnologias, como mostramos nos artigos sobre carros híbridos e seus impactos ambientais e o Volvo XC40 híbrido 2027.
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