Por que esse assunto importa?
Você já pensou em quanto pesa a apólice do seguro no custo total de ter um carro? Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em 2024 apenas 30% da frota em circulação no Brasil contava com apólices. Ou seja: muita gente ainda dirige sem proteção — e outros tantos acabam desistindo da ideia do seguro por causa do preço.
Neste artigo eu faço um apanhado com os 10 carros com os seguros mais caros do Brasil em 2025, explico por que esses valores sobem tanto, e dou dicas práticas para tentar reduzir a conta. Vamos juntos — e já deixo a dica: se quiser uma comparação rápida de preços e coberturas, faça uma cotação agora mesmo.
Metodologia — em que pé estão os números?
Os valores que trazemos são médias de apólices simuladas para perfis específicos: homens e mulheres, casados, 35 anos, moradores da zona sul de São Paulo, com 5 anos de CNH, sem bônus e com franquia reduzida, sempre considerando as versões de entrada dos modelos. Ou seja, é uma referência que ajuda a comparar entre carros, mas o preço final do seu seguro pode variar conforme cidade, idade, uso e histórico.
O ranking: os 10 carros com seguro mais caro
Agora sim, vamos ao ranking completo. Para cada modelo eu trago a média da apólice e, quando relevante, a diferença entre os gêneros.
10) BMW i4 — Média: R$ 12.024,50

O sedã elétrico cupê aparece no décimo lugar. Na versão de entrada o modelo tem 340 cv e 43,9 kgfm; a versão mais potente oferece 544 cv e 81 kgfm, com 0 a 100 km/h em cerca de 3,9 s. Autonomia entre 399 km e 405 km conforme a versão.
- Homem: R$ 10.387
- Mulher: R$ 13.662
9) Chevrolet Silverado — Média: R$ 12.075

Picape grande vendida em versão única por aqui, equipada com motor 5.3 V8 — 360 cv e 52,9 kgfm. Valor elevado do veículo se reflete no seguro.
- Homem: R$ 12.075
- Mulher: R$ 12.075
8) Porsche 718 Boxster — Média: R$ 12.230,50

Roadster com motor 2.0 turbo — 300 cv e 38,7 kgfm, 0 a 100 km/h em 4,9 s. Seguro mais caro para mulheres neste caso.
- Homem: R$ 11.738
- Mulher: R$ 12.723
7) Toyota Hilux — Média: R$ 12.780

Camionete consagrada no país, com motor 2.8 turbo diesel — 204 cv e 50,9 kgfm. Modelos com valor de mercado mais alto normalmente têm apólices maiores.
- Homem: R$ 12.395
- Mulher: R$ 13.165
6) Toyota SW4 (5 lugares) — Média: R$ 13.384

SUV derivado da Hilux, versão 5 lugares (Platinum) com 2.8 turbodiesel — 204 cv. Aqui há uma das maiores diferenças de preço entre gêneros.
- Homem: R$ 10.983
- Mulher: R$ 15.785
5) Nissan Frontier — Média: R$ 13.474,50

Picape média com duas opções de motor — 2.3 em variantes de até 190 cv ou versões de 163 cv — e câmbio automático na maioria das versões. Grande diferença na apólice entre homens e mulheres.
- Homem: R$ 9.838
- Mulher: R$ 17.111
4) Toyota SW4 (7 lugares) — Média: R$ 14.309,50

A versão 7 lugares do mesmo SUV tem preço e apólice ainda maiores. Motorização é o mesmo 2.8 turbodiesel — 204 cv com câmbio automático.
- Homem: R$ 12.991
- Mulher: R$ 15.628
3) Mercedes-Benz EQB — Média: R$ 14.845

O SUV elétrico de sete lugares traz tração 4×4 e dois motores que entregam 292 cv combinados e 52 kgfm. Autonomia declarada de até 272 km.
- Homem: R$ 11.303
- Mulher: R$ 18.387
2) Porsche Macan EV — Média: R$ 15.637

SUV elétrico da marca de luxo, disponível com potências entre 340 cv e 585 cv nas versões nacionais, e autonomia que pode chegar a 443 km.
- Homem: R$ 15.638
- Mulher: R$ 15.636
1) Ram 3500 — Média: R$ 29.699

A campeã absoluta em custo de apólice. A picape gigante usa o motor Cummins 6.7 — 377 cv e 117,3 kgfm. É também o modelo com a maior disparidade entre gêneros nos valores simulados.
- Homem: R$ 47.981
- Mulher: R$ 11.417
Por que esses seguros são tão caros?
Bom, existem alguns motivos recorrentes que explicam os valores altos nas apólices:
- Valor do veículo: carros mais caros custam mais para reparar ou repor, logo o prêmio sobe.
- Peças e mão de obra: modelos importados, elétricos ou de luxo têm peças mais caras e serviços especializados.
- Perfil do condutor e local: idade, sexo, histórico de sinistros e até o bairro onde o carro fica estacionado influenciam bastante.
- Faturamento por sinistro: SUVs grandes e picapes são frequentemente usados em áreas de risco maior ou para atividades comerciais, o que pode aumentar a taxa.
- Tecnologia e custo de reparo: veículos eletrificados têm componentes caros (baterias, inversores) e mão de obra especializada.
Dicas práticas para reduzir o valor do seguro
Calma: pagar caro não é inevitável. Veja medidas que costumam baratear a apólice sem sacrificar a proteção.
1. Compare coberturas, não só preços
Às vezes a opção mais barata corta coberturas úteis. Compare itens como assistência 24h, carro reserva, cobertura para vidro e terceiros antes de decidir.
2. Aumente a franquia com cautela
Optar por uma franquia maior reduz o prêmio, mas exige que você arque com mais custos em caso de sinistro. Faça as contas: se você roda pouco, pode valer a pena.
3. Invista em segurança
Alarmes, rastreadores e garagem fechada reduzem o risco e muitas seguradoras oferecem desconto. Documente a instalação para aproveitar o benefício.
4. Acumule bônus
Períodos sem sinistro geram bônus que abaixam o preço ao renovar. Dirigir com cuidado compensa diretamente na fatura.
5. Reveja o uso do veículo
Se o carro é usado esporadicamente, mudar o perfil de uso (uso residencial vs. comercial) pode reduzir o preço do seguro.
Exemplo prático: como uma troca de perfil altera o preço
Suponha que você tenha uma SUV de luxo com seguro médio de R$ 15.000/ano conforme perfil urbano. Ao instalar rastreador homologado, comprovar garagem e acumular um ano sem sinistro, é realista conseguir redução entre 10% e 25%. No nosso exemplo isso faria o prêmio cair para algo entre R$ 11.250 e R$ 13.500.
Vale mais a pena escolher um carro com seguro barato?
Depende. Se o seu orçamento é apertado, considerar o custo do seguro ao escolher o carro é inteligente. No entanto, priorizar apenas o preço do seguro pode te afastar de um veículo que atende melhor sua família ou necessidade profissional. O melhor caminho é equilibrar: escolher um carro que ofereça boa relação custo-benefício e, depois, usar estratégias para reduzir o prêmio.
Conclusão — como usar essa lista a seu favor
O ranking mostra que não só o preço do carro, mas também características como tipo de motorização, origem das peças e perfil do condutor influenciam muito no custo do seguro. Antes de comprar, pergunte-se: esse modelo cabe no meu orçamento anual considerando também a apólice? E lembre-se: pequenas ações — como instalar segurança e acumular bônus — podem fazer uma diferença grande no valor final.
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